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Depressão e as Síndromes Depressivas

Quais as características e sintomas das síndromes depressivas?


As Síndromes Depressivas são reconhecidas hoje como um problema prioritário em saúde pública global. A OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta a Depressão Maior Unipolar como a primeira causa de incapacidade entre os problemas de saúde da população.


No Brasil, a Depressão aparece como uma das principais causas de absenteísmo no ambiente de trabalho, apontada como a terceira causa de afastamentos. O Brasil lidera o ranking de prevalência de depressão entre as nações em desenvolvimento, com uma frequência de 10% a 18% no período de doze messes, o que representa de 20 a 36 milhões de pessoas acometidas, este número equivale a 10% das pessoas com depressão em todo o mundo. Um número altíssimo!


Partindo de uma concepção psicopatológica, as síndromes depressivas possuem um fator em comum: o humor triste e o desânimo. Contudo, existem diversas instâncias e múltiplos sintomas que devem ser considerados, como, sintomas afetivos, instintivos, neurovegetativos, ideativos, cognitivos, fatores que incluem a autovaloração, motivação, vontade e até mesmo a psicomotricidade.


Em condições mais graves podem ocorrer, inclusive, sintomas psicóticos, como, delírios e/ou alucinações, graves alterações psicomotoras, como lentificação ou estupor, e fenômenos biológicos associados, sendo os mais frequentes as alterações neuronais e neuroendócrinas.



Depressão e as Perdas




A Depressão e as Síndromes Depressivas possuem uma estreita relação com as experiências de perdas sofridas pelos indivíduos, mesmo que existam condições biológicas, genéticas e neuroquímicas associadas ao desenvolvimento da psicopatologia.


É comum que reações depressivas e as síndromes surjam com maior frequência após a ocorrência de perdas significativas, sejam elas de pessoas queridas, emprego, moradia, até mesmo a perda de um status socioeconômico ou a perda de algo simbólico.


Dentre os subtipos das síndromes e transtornos depressivos mais comuns na prática clínica estão:


- Episódio ou fase depressiva e transtorno depressivo recorrente;

- Distimia;

- Depressão atípica;

- Depressão tipo melancolia ou endógena;

- Depressão psicótica;

- Estupor depressivo;

- Depressão agitada ou ansiosa;

- Depressão secundária ou orgânica



A Psicoterapia na Depressão


As pesquisas realizadas para tratamento e melhora da Depressão, apontam que os processos psicoterápicos são, de forma geral, eficazes na diminuição de sintomatologia depressiva. Independentemente da abordagem teórica utilizada, o indivíduo em processo psicoterápico experimenta melhoras de sua condição.


A maior parte das pesquisas realizadas apontam para a importância da aplicação de processos psicoterápicos na diminuição de sintomas depressivos, bem como na melhora indireta do quadro, como por exemplo, o aumento de pontuação nos instrumentos de qualidade de vida ou de relacionamentos sociais, coletados com as pessoas inseridas neste contexto, o que demonstra a importância e a eficácia das intervenções psicológicas no tratamento das Depressões e Síndromes depressivas.



Referências Bibliográficas:

Delgalarrondo, Paulo. Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais, 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.


RAZZOUK, Denise. Por que o Brasil deveria priorizar o tratamento da depressão na alocação dos recursos da Saúde?. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 25, n. 4, p. 845-848,  dez. 2016. Disponível em: <http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-49742016000400845&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 12 mar. 2020.


BAPTISTA, Makilim Nunes et al. Eficácia de intervenções psicoterápicas no tratamento de depressão. Psic, São Paulo, v. 8, n. 1, p. 77-88, jun. 2007. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-73142007000100010&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 12 mar. 2020.

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